domingo, 26 de junho de 2016

EU NÃO ACREDITO.

Há uma frase interessante que confirma o que não acreditamos existir. Mas como ela existe, e muita gente se utiliza dela quando quer ou quando achar necessário, torna-se preocupante deixa-la de ser citada.

Vamos lá;
- Que fase é essa? - perguntariam os curiosos.
- Nem quero saber - diriam os que não são curiosos.
Entretanto eu afirmo e confirmo:
- Ela existe mesmo. E como!
Diante do meu Apple e digitando essa crônica, começo a ficar em dúvidas sobre se há necessidade ou não de buscar na sua citação a natureza dos fatos ou a descoberta do monte Pascoal.Mas, que nada! Tudo ficou como era antes. É índio por todos os cantos. Sorridentes, com poucos dentes, porque não havia nenhum profissional da odontologia na Bahia, e buscavam alimentar a curiosidade de ver uns caras com tanta roupa pelo corpo, cobrindo seus cabelos brancos ou desbotados com chapéus estranhos e perguntando ao chefe indígena onde seria o melhor local para se elevar e fixar uma cruz de madeira para, junto a ela, ser celebrada a primeira  missa no Brasil.
- Nem pensar! - afirmou o cacique.
- Por quê? - perguntou o almirante das três naus portuguesas.
Todos os "caras pintadas"que estavam naquela praia caíram em uma sonora gargalhada.
Os intrusos, europeus por mérito e portugueses pela força de nascimento, se entre-olharam e todos tentaram colocar as mãos em algumas das armas coladas nas cinturas de seus corpos gordinho pela aparência.
- Nem pensem nisso. - alertou o chefão intruso.
O cacique percebeu que teria que tomar uma decisão e a tomou, dizendo:
- Calma, minha gente. Vamos receber esses caras com respeito e como mandam as leis internacionais.
Um dos citados invasores falou baixinho para um companheiro que se encontrava ao seu lado:
- Você viu? Gostou?
Provavelmente a resposta seria positiva, se aquele português, companheiro do outro gajo, soubesse como mandam as leis internacionais.Mas não sabia.
Toda aquela cena e seus participantes se esqueceram que estavam numa praia do Estado da Bahia, e que isso deveria ser comemorado com os pratos apimentados do local com destaque para os bobó de camarão, peixes, vatapá, carurú, acarajé, etc e que somente os "da casa "conheciam e gostavam. Os "estranjas" teriam que gostar  "na amarra" porque tudo era super apimentado que iriam determinar as influencias posteriores demonstradas nos gabinetes sanitários destinados às  senhoras e aos cavalheiros.
Aliás a porta de cada gabinete era identificada com a imagens de uma "biquinista" de praia para as senhoras ou um  forte e atlético homenzão para os  cavaleiros.
Daí, tudo foi atendido e todos ficaram contentes. Os indígenas ganharam brincos e colares - que tentam usar até hoje - e os "portugas"conseguiram mandar uma mensagem, via internet, para o rei, em Lisboa, contando o que hava acontecido.
- Você gostaria de ter isto isso acontecer?
- Fiquei mudo
- Pois aconteceu e, disso tudo,  nasceu este país. É mole?
Então veio à minha mente a frase em que tentei abrir esta crônica e gritei:
- EU NÃO ACREDITO!



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