quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ELA FOI UMA SUPER STAR

Confesso que a notícia me deixou triste.No dia 14 de dezembro de 2011, ela partiu, para sempre!  Morreu, sem dizer a mim e a muitos dos seus admiradores o seu adeus. E olha que eu fui o seu fà de carteirinha quando era criança e jovem também.
Quando eu lia que o cinema iria apresentar um filme em que ela representava ou aparecia, eu corria para ser o primeiro da fila para assisti-la. Simplesmente ficava fascinado com as suas interpretações, ao lado   do seu pai que aparecia sempre de tanga correndo, lutando, nadando, gritando um grito que ela entendia muito bem e vinha ao seu encontro para receber as ordens do dia.
O tempo foi passando para todos nós e para ela também.
Acabaram-se os filmes em que foi destaque e ninguém quis mais experimentar uma nova produção cinematográfica onde ela poderia ser uma das figuras principais ou mesmo uma atriz co-adjunvante.Nem mesmo uma pontinha na série Planeta dos Macacos foi oferecida a ela.
Há cinquenta anos ela foi morar no Santuary Suncoast Primate de Palm Harbor, na Florida, lugar quente e úmido onde ela se sentia muito bem e era muito feliz.
Completou, recentemente, oitenta anos de vida. Entretanto, a hora dela chegou. Quem a conheceu nos filmes de Tarzã, sendo segura pelas suas mãos ou no colo do Rei das Selvas, ou de Jane, sua mulher, ou ainda do seu filho, o lourinho Boy, jamais irá se esquecer das suas brincadeiras e estrepolias que gostava de fazer. Johnny Weissmuller, o Tarzã e Maureen O'Sullivan, a Jane, sabiam muito bem como ela era e o que era capaz de fazer ou de "aprontar".
Quem conviveu com ela, até os seus últimos dias de vida, confirma que, mesmo com movimentos mais lentos, ela ainda aprontava e gargalhava, demostrando o lado feliz que levava, além de fazer  quem assistisse suas ações a sentir a mesma felicidade. Ela continuava a ser uma super estrela. Sabia que os seus gestos refletiam nas crianças um momento extraordinário de sonho e de amor para com ela.
Gostava de pintar com os dedos e assistir, na TV, os jogos de futebol americano, vibrando com os "touch-downs". Era fantástico vê-la assistir esses jogos, diz o seu assistente responsável e ainda afirmava que ela tentava, sempre, fazer qualquer coisa para alegrá-lo quando percebia que ele estava triste. Demonstrava uma sintonia imensa com os sentimentos humanos.
Ela partiu e não se encontra mais neste planeta que sempre foi dela e todos nós sabíamos disso.
Suas diabruras e interpretações nos filmes em que participou ficaram na mente e na imaginação de muita gente, como eu, que neste instante dou o meu adeus a essa Super Star  : a "Chita" dos filmes de Tarzã.
 Seja feliz e alegre aí no céu, onde, provavelmente, deve estar "aprontando"e fazendo os anjos rirem dos seus atos e atuações até Deus dizer : "CORTA!

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