Aldo Zottarelli Júnior
"Quanto mais mexer, mais fica fedida."
Essa frase é do conhecimento de muitos e identifica tudo aquilo que se faz para a modificação de alguma coisa e nada adianta. É a situação do país do pau Brasil. Talvez seja por isso que a maioria do povo brasileiro tem essa famosa "cara de pau".
Durante o seu governo, o ex presidente FHC privatizou muita coisa que precisava ser privatizada pelo bem do país. O partido da oposição, o PT, caiu de pau gritando que o Brasil estava sendo vendido. Repito: VENDIDO!
As moscas assanhadas voam sobre a "michuruba" para não usar outra palavra fétida.
Os anos se passaram e agora a oposição de ontem passou a ser o governo federal de hoje.
Surge o tal "Pré-sal"e abre-se uma licitação para a sua exploração. Claro que o lance mínimo seria de bilhões de dólares. Articulou-se a exclusão de algumas grandes empresas estrangeiras dessa festa. Formou-se um consórcio de empresas internacionais interessadas e, entre elas, uma chinesa e a Petrobras."Tudo em casa", pensaram e continuam pensando os maquiavélicos governantes e batem o martelo. Pudera, só havia esse único participante e ninguém mais: Consórcio Libra!
Agora, cabe à consorciada Petrobras, a maior acionista, entrar e pagar os seus 6 bilhões, em quarenta dias. Considerada pré-falida pela incompetência do PT, ela não tem dinheiro algum para tal investimento. Irá usar a sua única saída: aumentar o preço dos combustíveis no país, ou seja, nós, o Zé povinho, iremos pagar, sem reclamar.
E o pior é que a presidenta continua a afirmar que não se trata de privação de algo que pertence aos brasileiros. Mudou de nome? Então, o que é isso?
Algumas moscas foram substituídas, mas o estrume continua o mesmo: imóvel e fétido.
Passar a rasteira nos brasileiros é uma característica da abominável mulher barbada que acaba de assinar um ato dando à GEAP, uma fundação de direito privado, dirigida exclusivamente pelos companheiros do seu partido político, os direitos da venda de planos de saúde para o funcionalismo publico federal. Mais uma das "coisas" deixadas pelo mensaleiro José Dirceu, quando foi o Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Ela nasceu com a participação dos funcionários da União, exclusivos dos Ministérios da Previdência e da Saúde, Dataprev e INSS, os seus fundadores. Agora, a caneta da presidenta assinou, abestalhada, a autorização para essa fundação atender, sem qualquer licitação, o Ministério do Planejamento, onde são cadastradas as folhas de pagamento dos 625 mil funcionários federais. O total a ser pago anualmente será superior a 10 bilhões de reais. Por ser uma fundação de direito privado, a GEAP teria que passar por uma licitação sendo dispensado apenas se atendesse aos funcionários dos orgãos públicos fundadores.
Em não havendo licitação, que seria obrigatória por lei, não haverá a fiscalização do Tribunal de Contas da União. Tudo vai ficar como o partido governamental quer: deitado em berço esplêndido e recebendo um reforço de caixa gratuito para as próximas eleições e para os bolsos de muitos.Tudo para os companheiros. Ou não?
Será que o STF vai declarar inconstitucional o ato da poderosa fulana. . .de tal?
As últimas moscas, nomeadas pelo governo do mesmo partido da presidenta para o STF, estão voando muito assanhadas sobre aquele bolo. Voando, "caminhando e cantando . . ."
Essa roubalheira, ou seja, a venda de bens patrimoniais do país para empresas privadas não foi considerado um ato de privatização pela a presidente. "Nada disso", ela afirma. Mas não consegue esconder, que se trata da abertura de um campo de faturamento absurdo para o Geap Autogestão, sempre administrado pelos seus companheiros políticos.
Ela considera tudo isso normal. E tem gente pensando que o mensalão seria invencível. Taí o concorrente maior. "Absolutamente normal", diz a " sorridente dominante".
Ao continuarem as enganadoras campanhas dos planos sociais que estão nos endividando todos os dias, como se fossemos idiotas, ficamos a contemplar o movimento das moscas que aumentam a medida que cresce o bolo escuro e fétido, sob os aplausos dos nossos administradores . Um dia esse bolo ainda será servido, com pompas e circunstancias, a cada brasileiro, com o simbólico nome de "bolsa da melhor alimentação familiar". Algo nunca jamais visto na história deste país,blá,blá.blá,etc.
Até quando seremos enganados pelos "caras de pau "que nos governam?
É preciso mudar a direção disso tudo em outubro/novembro do próximo ano, ou nos transformaremos em alimentos para as moscas citadas. É o que eles esperam que aconteça porque já conhecem a nossa reação: inútil!
Portanto, é preciso coragem. Muita coragem! Né não?
O autor é educador, escritor e músico.
e mail: aldozottarellijunior@gmail.com
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
DEBAIXO DOS CARACÓIS. . .
Então, o rei e o seu parceiro permanente escreveram: "um dia vou ver você chegando, pisando a areia branca que é o seu paraíso."
E o Caetano voltou com os caracóis nos seus cabelos e feliz, depois de ter ficado longe da sua Bahia. A anistia lhe permitiu isso.
Engraçado como as coisas acontecem nesse vai e volta de todos nós.
Naqueles anos, os artistas e intelectuais, dentro de seus suntuosos apartamentos de frente para as praias do Rio, comendo e bebendo do melhor, pregavam o comunismo brasileiro que eles disfarçavam chamando de "socialismo verde-amarelo". Tinham ódio da censura, por isso, muitas de suas obras lançavam frases de protestos que permitiam ao governo militar a cortar a divulgação das suas músicas. Sem contar com as prisões que levaram muitos a fugirem para o exterior. "Contra a censura" era a palavra de ordem.
Hoje, vivemos, se é que vivemos, numa democracia plena e ela permite que todo cidadão tenha o direito às informações, ao livre arbítrio e o de ir e vir livremente. Não há cesura. Esta escafedeu-se.
Pois bem. Aqueles que ontem, brigaram, xingaram e protestaram contra a censura das suas obras, pretendem, agora, que ficaram estrelas e astros famosos, censurar qualquer pesquisa ou biografia publicada ou divulgada sobre a sua pessoa.
Eis a regra: " O bônus é bom mas o ônus é ruim."
A Constituição garante os direitos e deveres de todos. No entanto, os censores se baseiam no artigo 20 do Código Civil que diz:
". . .a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade ou se destinarem a fins comerciais."
Portanto, somente a Justiça deverá se pronunciar a respeito, porque se de um lado a Constituição proíbe a censura, esse artigo do Código Civil permite.
Está formado o "imbroglio judicial". Será? Então porque é que os famosos não querem respeitar essas regras gerais? Ora, se forem ofendidos, há a justiça para julgar quem os ofendeu por palavras faladas e escritas, extrapolando o direito de informar nas suas biografias. É isso aí.
Também não é porque tenha alcançado a fama que um artista queira ter os seus direitos diferenciados dos demais brasileiros. Com explicar essa diferença? Isso não existe e nem pode existir numa democracia, onde os direitos são iguais para todos, incluindo os políticos, com exceção dos envolvidos com o Mensalão. Não é?
Acho que tudo se concentra debaixo dos caracóis dos cabelos de Caetano, voltando a pisar a areia branca do seu paraíso,como cantou o Rei.
Se esses aclamados artistas ou novos censores artísticos pensam assim, o que seria deste Brasil se o lado que eles defendiam em 1964 vencesse a tal revolução?
Nem pensar!
E o Caetano voltou com os caracóis nos seus cabelos e feliz, depois de ter ficado longe da sua Bahia. A anistia lhe permitiu isso.
Engraçado como as coisas acontecem nesse vai e volta de todos nós.
Naqueles anos, os artistas e intelectuais, dentro de seus suntuosos apartamentos de frente para as praias do Rio, comendo e bebendo do melhor, pregavam o comunismo brasileiro que eles disfarçavam chamando de "socialismo verde-amarelo". Tinham ódio da censura, por isso, muitas de suas obras lançavam frases de protestos que permitiam ao governo militar a cortar a divulgação das suas músicas. Sem contar com as prisões que levaram muitos a fugirem para o exterior. "Contra a censura" era a palavra de ordem.
Hoje, vivemos, se é que vivemos, numa democracia plena e ela permite que todo cidadão tenha o direito às informações, ao livre arbítrio e o de ir e vir livremente. Não há cesura. Esta escafedeu-se.
Pois bem. Aqueles que ontem, brigaram, xingaram e protestaram contra a censura das suas obras, pretendem, agora, que ficaram estrelas e astros famosos, censurar qualquer pesquisa ou biografia publicada ou divulgada sobre a sua pessoa.
Eis a regra: " O bônus é bom mas o ônus é ruim."
A Constituição garante os direitos e deveres de todos. No entanto, os censores se baseiam no artigo 20 do Código Civil que diz:
". . .a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade ou se destinarem a fins comerciais."
Portanto, somente a Justiça deverá se pronunciar a respeito, porque se de um lado a Constituição proíbe a censura, esse artigo do Código Civil permite.
Está formado o "imbroglio judicial". Será? Então porque é que os famosos não querem respeitar essas regras gerais? Ora, se forem ofendidos, há a justiça para julgar quem os ofendeu por palavras faladas e escritas, extrapolando o direito de informar nas suas biografias. É isso aí.
Também não é porque tenha alcançado a fama que um artista queira ter os seus direitos diferenciados dos demais brasileiros. Com explicar essa diferença? Isso não existe e nem pode existir numa democracia, onde os direitos são iguais para todos, incluindo os políticos, com exceção dos envolvidos com o Mensalão. Não é?
Acho que tudo se concentra debaixo dos caracóis dos cabelos de Caetano, voltando a pisar a areia branca do seu paraíso,como cantou o Rei.
Se esses aclamados artistas ou novos censores artísticos pensam assim, o que seria deste Brasil se o lado que eles defendiam em 1964 vencesse a tal revolução?
Nem pensar!
sábado, 19 de outubro de 2013
COMO VAI?
Aldo Zottarelli Júnior
Recebemos as notícias dos jornais, todos os dias.
Umas são agradáveis, enquanto outras nos deixam intrigados.
Gosto de tomar conhecimento do que está acontecendo pelo mundo e fico bastante interessado quando algum fato relata algo da minha cidade, principalmente quando se trata de uma boa notícia. Sou caipira e todo caipira gosta de ouvir alguma coisa sobre a sua cidade.
Entretanto, há algo, como a inveja, na cabeça daqueles que vivem em cidades pequenas, bem diferente dos que vivem em cidades bastante populosas que, por sua vez, não se importam com a vida dos outros e se preocupam consigo mesmos deixando os demais para lá. Um exemplo? La vai.
Se alguém cair na calçada de uma cidade como São Paulo, Nova Iorque, Paris, Tóquio, ninguém irá se preocupar com o acidentado. Todos continuarão caminhando e ele ficará ali deitado ao "Deus dará". Observe e comprove se não é verdade esta minha afirmação. Cada um se preocupa consigo porque sabe que ninguém irá se preocupar com ele. É fato comprovado. Está aí para quem quiser ver. Resultado: ignorar as pessoas mostra uma característica social negativa daqueles que vivem em cidade grande.
Nas cidades do interior, com uma população pequena, todos se conhecem e as famílias formam uma espécie de sociedade. É comum muitos dos seus moradores manterem com outros as conversas e os boatos comunicativos no bar da esquina, nos bancos do jardim, nas lanchonetes, nos salões de beleza, com assuntos sobre as pessoas conhecidas. São os famosos "bocas malditas" da cidade. E olha que essa gente sabe "boatar" barbaridade. Cuidado!
A preocupação maior dos boatos é com a situação pessoal dos conterrâneos e falar bem ou mal deles passa a ser até uma obrigação desastrosa. Há até competição entre os boateiros para ver quem levanta mais boatos. Entre estes estão aqueles que se consideram donos da verdade ou conhecedores, de primeira mão, de qualquer novo boato ou notícia que surge. Tudo é motivo para se falar dos outros. E como falam.
Se alguém comentar que esteve viajando pelo exterior, ganha, na hora, o apelido de metido a rico querendo aparecer. Pois é! Né!
Dizem que os habitantes de uma grande cidade do interior paulista não cumprimentam os seus vizinhos porque se consideram moradores de cidade grande, e morador desse tipo de cidade não dá bola para os seus vizinhos. São individualistas comunitários de nascença. Não conhecem e nem querem conhecer quem mora ao lado da sua casa.
Saber comentar a vida dos outros é ganhar "nota dez" para quem gosta desse tipo de assunto. Daí, muitos entendem que a preocupação do caipira não é ele mas o outro caipira.
A história da comunidade nos conta que, há muitos anos, ao cair da tarde, fulanos e fulanas se sentavam nas soleiras das portas ou nas calçadas em frente das suas casas para bater papos e bisbilhotar a vida dos vizinhos. Será que era assim mesmo? Era!
É por isso que, quando alguém lhe perguntar "como vai? ", responda rapidamente que está "ótimo e maravilhoso". Desta maneira, os seus vizinhos confiáveis vão ficar contentes e os falsos e invejosos vão se morder de raiva. Duvida?
Experimente!
O autor é educador, escritor e músico
e mail: aldozottarellijunior@gmail.com
Recebemos as notícias dos jornais, todos os dias.
Umas são agradáveis, enquanto outras nos deixam intrigados.
Gosto de tomar conhecimento do que está acontecendo pelo mundo e fico bastante interessado quando algum fato relata algo da minha cidade, principalmente quando se trata de uma boa notícia. Sou caipira e todo caipira gosta de ouvir alguma coisa sobre a sua cidade.
Entretanto, há algo, como a inveja, na cabeça daqueles que vivem em cidades pequenas, bem diferente dos que vivem em cidades bastante populosas que, por sua vez, não se importam com a vida dos outros e se preocupam consigo mesmos deixando os demais para lá. Um exemplo? La vai.
Se alguém cair na calçada de uma cidade como São Paulo, Nova Iorque, Paris, Tóquio, ninguém irá se preocupar com o acidentado. Todos continuarão caminhando e ele ficará ali deitado ao "Deus dará". Observe e comprove se não é verdade esta minha afirmação. Cada um se preocupa consigo porque sabe que ninguém irá se preocupar com ele. É fato comprovado. Está aí para quem quiser ver. Resultado: ignorar as pessoas mostra uma característica social negativa daqueles que vivem em cidade grande.
Nas cidades do interior, com uma população pequena, todos se conhecem e as famílias formam uma espécie de sociedade. É comum muitos dos seus moradores manterem com outros as conversas e os boatos comunicativos no bar da esquina, nos bancos do jardim, nas lanchonetes, nos salões de beleza, com assuntos sobre as pessoas conhecidas. São os famosos "bocas malditas" da cidade. E olha que essa gente sabe "boatar" barbaridade. Cuidado!
A preocupação maior dos boatos é com a situação pessoal dos conterrâneos e falar bem ou mal deles passa a ser até uma obrigação desastrosa. Há até competição entre os boateiros para ver quem levanta mais boatos. Entre estes estão aqueles que se consideram donos da verdade ou conhecedores, de primeira mão, de qualquer novo boato ou notícia que surge. Tudo é motivo para se falar dos outros. E como falam.
Se alguém comentar que esteve viajando pelo exterior, ganha, na hora, o apelido de metido a rico querendo aparecer. Pois é! Né!
Dizem que os habitantes de uma grande cidade do interior paulista não cumprimentam os seus vizinhos porque se consideram moradores de cidade grande, e morador desse tipo de cidade não dá bola para os seus vizinhos. São individualistas comunitários de nascença. Não conhecem e nem querem conhecer quem mora ao lado da sua casa.
Saber comentar a vida dos outros é ganhar "nota dez" para quem gosta desse tipo de assunto. Daí, muitos entendem que a preocupação do caipira não é ele mas o outro caipira.
A história da comunidade nos conta que, há muitos anos, ao cair da tarde, fulanos e fulanas se sentavam nas soleiras das portas ou nas calçadas em frente das suas casas para bater papos e bisbilhotar a vida dos vizinhos. Será que era assim mesmo? Era!
É por isso que, quando alguém lhe perguntar "como vai? ", responda rapidamente que está "ótimo e maravilhoso". Desta maneira, os seus vizinhos confiáveis vão ficar contentes e os falsos e invejosos vão se morder de raiva. Duvida?
Experimente!
O autor é educador, escritor e músico
e mail: aldozottarellijunior@gmail.com
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
VÍCIOS DE LINGUAGEM?
Aldo Zottarelli Júnior
Fica interessante quando comentamos os nossos vícios de linguagem. Ainda mais quando se trata de vícios da língua portuguesa, useira e viseira de sinônimos e antônimos nunca dantes explicados ou entendidos. Êta nóis largando o verbo.
Sabemos que ao conversamos com alguém, acaba sempre aparecendo alguma expressão que não condiz com o seu significado. Já perceberam isso?
Pois bem, eu não vou declinar o número de palavras que são consideradas como vícios de linguagem. Porém, ontem eu ouvi, sem querer ouvir, um fulano contando algum caso para outro fulano e, de repente, este afirma
- Para falar a verdade eu . . .
O que é isso? Pensei. Quer dizer que aquele papo só era de mentiras e num súbito momento alguém se proclama a falar a verdade? Onde estamos?
Comentei o fato com um professor de português e este me confirmou que essa expressão é muito comum entre nós, os brasileiros.
Ou seja: somos mentirosos até o momento em que resolvemos deixar de mentir e afirmamos que vamos partir para a verdade.
Pode ser que muitos pensem que, por vivermos no país das mentiras, somos todos mentirosos. Será? Não sei. Quem sabe?
Mas podemos oferecer aos explorados trabalhadores eleitos do Congresso Nacional uma estória. Se ela for mentirosa a reação será inexistente mas, se for verdade, podemos ter complicações futuras.
Havia um antigo reino, onde o rei despertou uma manhã como uma forte dor no fígado. Ou seja, tudo para ele estava errado e propenso a ser levado até para alguma catástrofe. Explico melhor:
Você já levantou alguma vez com uma cólica de fígado?
Então você sabe como aquele rei estava se sentindo naquela manhã que, por coincidência, era uma quarta feira, o dia em que os seus fieis súditos e contribuintes lhe faziam as suas homenagens.
Antes que os lavradores e produtores do reino viessem até à sua presença, este tomou conhecimento de que as suas tropas tinham perdido uma batalha numa guerra sem fim,contra um outro reino.
Os súditos usaram as expressões linguísticas mentirosas para tentar acalmar o rei. Mas este permanecia sofrendo e mandando brasa contra quem lhe oferecesse algo, nem que fosse para o seu bem. Mandou que os seus súditos lhe trouxessem somente notícias boas e sem vícios de linguagem algum.
Em seguida mandou que entrassem os lavradores que iriam ofertar parte de suas colheitas para o pessoal do reino.
A fila era grande. Ao receber o primeiro deles, e sentir uma fisgada no fígado,o rei perguntou berrando:
- O que você traz para mim?
- Uma carroça de bananas que colhi nesta manhã.
- Guarda! - gritou o rei. - Leva esse canalha para aquele canto e enfia todas as bananas no lugar que ele sabe muito bem onde fica.
Ao abaixar as suas vestes e experimentar as primeiras bananas, o infeliz começou a gargalhar.
O rei ficou espantado e perguntou:
- Porque você está rindo? Você está gostando desse castigo?
O judiado olhou para o rei e respondeu:
- É que o cara que vem depois de mim está trazendo uma carroça cheia de abacaxis, com casca e tudo.
Posso garantir que nessa estória não houve nenhum vício de linguagem e muito menos alguma verdade dita. Claro que foi uma invenção. Ou melhor. . . falei mentiras, coisa corriqueira entre todos nós brasileiros.
Mas que você sorriu com o final da estória, sorriu. Né não?
O autor é educador, escritor e músico.
e mail: aldozottarellijunior@gmail.com
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
SOMOS O ESPELHO DE NÓS MESMOS
Aldo Zottarelli Júnior
Conversa entre um aluno e o seu professor de psicologia.
- Por que será que, às vezes, eu me perco com os meus pensamentos? - perguntou o aluno.
- É porque você tem mas não se identifica com os seus próprios pensamentos.
Silêncio absoluto!
Os nossos pensamentos traduzem o que a nossa alma exclama e reclama. Por isso que muitos não conseguem explicar a maneira de ser e de agir, como se cometessem uma falha comum dentro de si.
Nós representamos o que de melhor temos e também gostamos que os outros observem e comentem algo sobre nós, desde a nossa aparência até a nossa maneira de agir.
Uma forma de entendermos tal conduta é imaginarmos sempre que estamos diante de um espelho e do outro lado está a imagem de alguém de aparência semelhante ao do Criador. Assim podemos dizer que temos um deus dentro de nós e as nossas reações são absolutamente normais de um ser poderoso, bom e pacífico.
Nem sempre tais reações são semelhantes entre um e outro, mas a sua variação é que faz o mundo viver constantemente numa busca constante de soluções benéficas para todos. Por ser difícil, podemos afirmar : aos corajosos, o prêmio e aos acovardados, o desprezo.
Se somos o espelho de nós mesmos e nos mostramos como somos, o que queremos e para onde vamos, não será qualquer força contrária que irá nos incomodar e pararmos no caminho para ver como é que ficamos. Essa reação seria daqueles que não se consideram fortes para enfrentarem qualquer obstáculo à sua frente. São os acovardados.
Entretanto, se refletirmos no nosso espelho alguém com reações próprias para o enfrentamento aos obstáculos que surgem, estaremos demonstrando que acreditarmos em nos mesmos, nas nossas potencialidades e sem medo algum de atingirmos o futuro sonhado e perseguido.
Acreditar em si mesmo é a regra dos bem sucedidos.
Desistir, nunca!. Esta seria a bandeira.
O temor ou o medo passam longe porque refletem os resultados dos fracos e acovardados.
E tudo isso acontece através dos nossos pensamentos colocados diante do conhecimento de outros, como nós.
Nós temos os nossos pensamentos e eles sempre irão identificar a nossa personalidade.
A conversa entre o aluno e o professor de psicologia nos mostrou que há uma elevada soma da verdade no ar.
É isso aí!
O autor é educador, escritor e músico.
e mail: aldozottarellijunior@gmail.com
Conversa entre um aluno e o seu professor de psicologia.
- Por que será que, às vezes, eu me perco com os meus pensamentos? - perguntou o aluno.
- É porque você tem mas não se identifica com os seus próprios pensamentos.
Silêncio absoluto!
Os nossos pensamentos traduzem o que a nossa alma exclama e reclama. Por isso que muitos não conseguem explicar a maneira de ser e de agir, como se cometessem uma falha comum dentro de si.
Nós representamos o que de melhor temos e também gostamos que os outros observem e comentem algo sobre nós, desde a nossa aparência até a nossa maneira de agir.
Uma forma de entendermos tal conduta é imaginarmos sempre que estamos diante de um espelho e do outro lado está a imagem de alguém de aparência semelhante ao do Criador. Assim podemos dizer que temos um deus dentro de nós e as nossas reações são absolutamente normais de um ser poderoso, bom e pacífico.
Nem sempre tais reações são semelhantes entre um e outro, mas a sua variação é que faz o mundo viver constantemente numa busca constante de soluções benéficas para todos. Por ser difícil, podemos afirmar : aos corajosos, o prêmio e aos acovardados, o desprezo.
Se somos o espelho de nós mesmos e nos mostramos como somos, o que queremos e para onde vamos, não será qualquer força contrária que irá nos incomodar e pararmos no caminho para ver como é que ficamos. Essa reação seria daqueles que não se consideram fortes para enfrentarem qualquer obstáculo à sua frente. São os acovardados.
Entretanto, se refletirmos no nosso espelho alguém com reações próprias para o enfrentamento aos obstáculos que surgem, estaremos demonstrando que acreditarmos em nos mesmos, nas nossas potencialidades e sem medo algum de atingirmos o futuro sonhado e perseguido.
Acreditar em si mesmo é a regra dos bem sucedidos.
Desistir, nunca!. Esta seria a bandeira.
O temor ou o medo passam longe porque refletem os resultados dos fracos e acovardados.
E tudo isso acontece através dos nossos pensamentos colocados diante do conhecimento de outros, como nós.
Nós temos os nossos pensamentos e eles sempre irão identificar a nossa personalidade.
A conversa entre o aluno e o professor de psicologia nos mostrou que há uma elevada soma da verdade no ar.
É isso aí!
O autor é educador, escritor e músico.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
PORQUE DO QUARTO
ATENÇÃO: NÃO PUBLICAR NO JORNAL.
O quarto é um lugar solitário.
É o último lugar que eu e outros conhecemos, depois de tomarmos as providências de avaliar os demais cômodos de uma casa. Assim nos foram apresentados, os jardins, a varanda, a sala de visitas, o escritório, a sala de jantar, os corredores, as escadas,os banheiros, a cozinha e o. . .quarto ou os quartos.
O quarto pode ser um lugar sinistro e muito difícil de ser explicado.
Quando o quarto está a meia luz, numa penumbra, pode-se pensar horrores ou alegrias sobre o que se passou, se passa ou se passará adiante.
Nele podemos gozar explicitamente o início de uma nova vida, através do fruto iniciado com um contato sexual de um casal amoroso e, ao mesmo tempo, pode se transformar no local onde algum infeliz, ao cerrar os olhos num rosto pálido e doente, passa para outra esfera e vai em busca do infinito saudável para as sua alma.
O quarto vem depois do terceiro e jamais, numa competição ou torneio, será reverenciado e lembrado como conquistador de direito a alguma medalha, etc. Apenas recebem os prêmios os classificados do primeiro ao terceiro lugar.
O quarto vem antes do quinto, este mesmo quinto que, colocado no plural, os descendentes portugueses mandam qualquer um ou qualquer coisa para o inferno.
O quarto é sempre o marido da quarta, a mesma quarta seguida da palavra "feira" do calendário semanal, desprezada por não ser reconhecida como um dia importante da semana. Apenas faz parte dela e só.
Por isso que apelidamos qualquer incompetente ou confuso de "quarta feira".
Um quarto é algo depreciativo sob o ponto de vista de porcentagem numérica. O seu valor é tão reduzido que há a necessidade de ser multiplicado por quatro para se chegar a um inteiro.
Posso citar mais quartos e quartos para mostrar que na realidade, o quarto, também pode ser necessário para alguns casos, onde ele muda totalmente e passa a ter uma importância explêndida, até insubstituível, como esta que agora a identifico como a quarta vez que escrevo e lanço um livro de minha autoria - o quarto!
O autor
O quarto é um lugar solitário.
É o último lugar que eu e outros conhecemos, depois de tomarmos as providências de avaliar os demais cômodos de uma casa. Assim nos foram apresentados, os jardins, a varanda, a sala de visitas, o escritório, a sala de jantar, os corredores, as escadas,os banheiros, a cozinha e o. . .quarto ou os quartos.
O quarto pode ser um lugar sinistro e muito difícil de ser explicado.
Quando o quarto está a meia luz, numa penumbra, pode-se pensar horrores ou alegrias sobre o que se passou, se passa ou se passará adiante.
Nele podemos gozar explicitamente o início de uma nova vida, através do fruto iniciado com um contato sexual de um casal amoroso e, ao mesmo tempo, pode se transformar no local onde algum infeliz, ao cerrar os olhos num rosto pálido e doente, passa para outra esfera e vai em busca do infinito saudável para as sua alma.
O quarto vem depois do terceiro e jamais, numa competição ou torneio, será reverenciado e lembrado como conquistador de direito a alguma medalha, etc. Apenas recebem os prêmios os classificados do primeiro ao terceiro lugar.
O quarto vem antes do quinto, este mesmo quinto que, colocado no plural, os descendentes portugueses mandam qualquer um ou qualquer coisa para o inferno.
O quarto é sempre o marido da quarta, a mesma quarta seguida da palavra "feira" do calendário semanal, desprezada por não ser reconhecida como um dia importante da semana. Apenas faz parte dela e só.
Por isso que apelidamos qualquer incompetente ou confuso de "quarta feira".
Um quarto é algo depreciativo sob o ponto de vista de porcentagem numérica. O seu valor é tão reduzido que há a necessidade de ser multiplicado por quatro para se chegar a um inteiro.
Posso citar mais quartos e quartos para mostrar que na realidade, o quarto, também pode ser necessário para alguns casos, onde ele muda totalmente e passa a ter uma importância explêndida, até insubstituível, como esta que agora a identifico como a quarta vez que escrevo e lanço um livro de minha autoria - o quarto!
O autor
RELOGIO ELETRÔNICO DE PULSO
Aldo Zottarelli Júnior
Quinta feira, nove da matina. Eu estou tomando o meu café da manhã, mais conhecido como "breakfast", em companhia da minha família, num local próximo a uma das estações do metrô nova-iorquino.
Como sempre acontece, a minha "Apple Pie",torta de maçã, já estava devidamente aquecida e colocada num prato à minha frente. É bom esclarecer que sou fanático pela "Apple Pie". Divina!
Vários assuntos comentamos como o relógio/celular que todas as marcas de computadores estão lançando neste mês de outubro de 2013. Afirmo que fiquei interessado em comprar um desses "brinquedos" porque, com ele, me lembrarei da minha infância quando eu assistia aos filmes de Flash Gordon e depois a série do Star-strek,onde os seus protagonistas usavam, essa espécie de relógio-comunicador. Bacana!
Já imaginaram eu falando direto com o Comandante Kirk, no espaço universal, no comando da "Enterprise" ou com o Comandante Gordon, lá pelos lados de Marte, tudo através do "meu" telefone de pulso?
Daí, surge a pergunta: quanto custa esse "barato"?
Por aqui, os preços estão convidativos, mas quando essa novidade for lançada no Brasil eles serão dobrados, com certeza!
Eis aqui um exemplo do que o país dos impostos é capaz de fazer com tudo que circula no seu mercado comercial. E nós, que somos as vítimas dessa roubalheira do governo, não conseguimos nenhuma tentativa de mudanças.
Impossível saber que até nos docinhos para criancinhas os impostos somam mais de 43%. É mole? Pois é!
Dentro de alguns minutos, como a maioria dos que vivem em Nova Iorque, vou pisar nos degraus das escadas de ferro da parada do metrô e embarcar num dos seus vagões e partin do em direção do meu destino: uma loja da Apple.
Fiquei pensando nesse peduricalho eletrônico e me vi com um deles afixado no meu pulso consultando, além das horas, tudo o que a internet me oferece como papos, mensagens,músicas, vídeos, dicionários e muito mais. E tudo isso dentro daquele pequeno mostrador, numa livre demonstração de que logo o celular estará fora de moda, depois de um reinado de apenas 8 ou 10 anos de vida ou poderá surgir um uso comum dos dois "brinquedos". Será, mesmo?
O preço barato para algo de muito valor e inúmeras utilidades será a arma mortal.
Claro! Porém, somente aqui, na terra do Tio Sam, porque na terra do pau brasil as coisas se complicam. O governo brasileiro tem fome por dinheiro e quer arrecadar mais para atender a corrupção dos que fazem as leis. O povo. . . ora o povo fica no segundo plano e os impostos continuarão com o título máximo.
Isso, sem citar que os demais ladrões ou assaltantes pobres e malandros desse Brasil varonil estarão pelas ruas, de boca nos pulsos daqueles que estiverem uisando esse tal relógio. E não adianta pedir ajuda para o Comandante Kirk ou para o Comandante Flash Gordon. Eles estarão longe, com as suas missões espaciais. Tá?
O autor é educador, escritor e músico.
e mail: aldozottarellijunior@gmail.com
Quinta feira, nove da matina. Eu estou tomando o meu café da manhã, mais conhecido como "breakfast", em companhia da minha família, num local próximo a uma das estações do metrô nova-iorquino.
Como sempre acontece, a minha "Apple Pie",torta de maçã, já estava devidamente aquecida e colocada num prato à minha frente. É bom esclarecer que sou fanático pela "Apple Pie". Divina!
Vários assuntos comentamos como o relógio/celular que todas as marcas de computadores estão lançando neste mês de outubro de 2013. Afirmo que fiquei interessado em comprar um desses "brinquedos" porque, com ele, me lembrarei da minha infância quando eu assistia aos filmes de Flash Gordon e depois a série do Star-strek,onde os seus protagonistas usavam, essa espécie de relógio-comunicador. Bacana!
Já imaginaram eu falando direto com o Comandante Kirk, no espaço universal, no comando da "Enterprise" ou com o Comandante Gordon, lá pelos lados de Marte, tudo através do "meu" telefone de pulso?
Daí, surge a pergunta: quanto custa esse "barato"?
Por aqui, os preços estão convidativos, mas quando essa novidade for lançada no Brasil eles serão dobrados, com certeza!
Eis aqui um exemplo do que o país dos impostos é capaz de fazer com tudo que circula no seu mercado comercial. E nós, que somos as vítimas dessa roubalheira do governo, não conseguimos nenhuma tentativa de mudanças.
Impossível saber que até nos docinhos para criancinhas os impostos somam mais de 43%. É mole? Pois é!
Dentro de alguns minutos, como a maioria dos que vivem em Nova Iorque, vou pisar nos degraus das escadas de ferro da parada do metrô e embarcar num dos seus vagões e partin do em direção do meu destino: uma loja da Apple.
Fiquei pensando nesse peduricalho eletrônico e me vi com um deles afixado no meu pulso consultando, além das horas, tudo o que a internet me oferece como papos, mensagens,músicas, vídeos, dicionários e muito mais. E tudo isso dentro daquele pequeno mostrador, numa livre demonstração de que logo o celular estará fora de moda, depois de um reinado de apenas 8 ou 10 anos de vida ou poderá surgir um uso comum dos dois "brinquedos". Será, mesmo?
O preço barato para algo de muito valor e inúmeras utilidades será a arma mortal.
Claro! Porém, somente aqui, na terra do Tio Sam, porque na terra do pau brasil as coisas se complicam. O governo brasileiro tem fome por dinheiro e quer arrecadar mais para atender a corrupção dos que fazem as leis. O povo. . . ora o povo fica no segundo plano e os impostos continuarão com o título máximo.
Isso, sem citar que os demais ladrões ou assaltantes pobres e malandros desse Brasil varonil estarão pelas ruas, de boca nos pulsos daqueles que estiverem uisando esse tal relógio. E não adianta pedir ajuda para o Comandante Kirk ou para o Comandante Flash Gordon. Eles estarão longe, com as suas missões espaciais. Tá?
O autor é educador, escritor e músico.
e mail: aldozottarellijunior@gmail.com
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