sábado, 28 de maio de 2016

TORRES ALTAS COMEÇAM NO CHÃO

Quando saímos das nossas casas em direção à rotina de cada dia, temos que estar preparados para tudo e certos de que será mais um dia a ser vencido com competência e responsabilidade. Acreditar e confiar seriam as palavras determinantes. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A ESCOLHA CERTA

Quem diria? 
Estou novamente procurando o futuro para ver se lá eu estarei mais feliz. Isso porque o país onde estou vivendo, sem opção de escolha, ainda não se firmou e ninguém faz nada para modificar. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

JUÍZO FINAL


Não sei porque as coisas acontecem quando não esperamos que aconteçam e deixam de acontecer quando queremos que aconteçam. "É a vida", diriam uns.  "É a morte", diriam outros, positivamente representantes do negativo.

domingo, 22 de maio de 2016

O GÊNIO DA LÂMPADA DO ALADIM

Quem diria que, neste momento, estou com os olhos fechados, sentado numa confortável poltrona da TAM voltando para a minha cidade e sonhando com um futuro melhor e que muitos pensam ser inevitável e vejo jogada no corredor da aeronave uma lâmpada do Aladim e que, ao esfrega-la, saiu de dentro dela um gênio simpático pedindo que eu fizesse um pedido e ele seria concedido.
Esfreguei os meus olhos com as minhas mãos trêmulas com o susto que havia sentido e balbuciei:
- Você é verdadeiro? - falei numa tonalidade de menos 100 decibéis, ou seja, somente eu e o gênio ouvimos a minha voz.
A resposta veio com o inclinar positivo da cabeça daquele cara.
Tomei a palavra e disse:
-Se isso que estou vendo é verdade eu vou arriscar. Queria que a minha pátria fosse uma nação feliz com leis a serem obedecidas e alicerçadas em um trabalho honesto na Justiça, saúde para todos e que a educação se revestisse de um altíssimo nível. Queria que todo o povo fosse feliz e que desaparecessem os políticos ladrões que se acamparam totalmente nos prédios do governo e roubaram bilhões de dólares, dos cofres públicos que perteciam ao povo e muito mais.
O gênio olhou para mim e sorriu.
- Porque você está sorrindo para mim se eu não consigo dormir só em pensar o que eu e toda a população da minha pátria já passa uma fome jamais visto na história e com mais de milhões de pessoas perderam os seus empregos e não sabem o que fazer.
- Mas não é o seu país que é a terra do samba, da mulher e da cachaça?
- Era verdade. Hoje, o samba virou funk onde as bundas são oferecidas e rifadas a todo momento e as  mulheres querendo ser artistas, se preciso deitam no sofá do chefe 
A cachaça caiu numa desgraça em sabor e qualidade Se isso não bastasse a felicidade do povo desapareceu e em seu lugar só ouvimos relatos de intrigas, desgraça, assassinatos  e desamor. É mole?
O gênio ficou pensativo e olhou novamente para os meus olhos e falou numa tonalidade mais baixa:
-Você tem a certeza mesmo que quer felicidade, saúde e educação para todos depois do que você acaba de me dizer?
- É que o samba costuma dar uma folguinha e volta; as mulheres sabem sempre o que querem e isso não mudou desde os tempos de Adão, da cobras, e do paraíso; e a cachaça é questão de se acostumar com ela, seja pura ou misturada com limão e acúcar. Agora, político ladrão é uma peste jamais vencida desde o início da democracia da minha pátria.
Aquela criatura disse que voltaria para a garrafa-lâmpada de Aladim se eu respondesse a uma pergunta. Desafiei e ouvi.
- Pois bem. Samba, mulher e cachaça estão sempre se acomodando na maior festa de sua pátria que é o carnaval.Todos sambam, fazem sexo e bebem demais, dependendo apenas  do momento e dos motivos demonstrando felicidades.
Entretanto, para melhorar a saúde do povo, a educação da sua gente e a obediência das leis vocês teriam que mudar a espécie das pessoas em quem vocês votam para assumirem os seus cargos políticos mentindo e enganando a todos e até a própria Justiça.
- É verdade você tem razão. O que fazer?
- Eu é que lhe pergunto: se você fosse um político votado ou  nomeado como qualquer outro politico em sua pátria, com direitos plenos para mando e desmando sobre os bens e o dinheiro publico, você não faria o mesmo que eles fazem ou ficaria como um palhaço vendo os outros se enriquecerem?
Confesso que fiquei mudo e não respondi.
O gênio olhou severamente para mim:
- Infelizmente ao criar o homem, Deus se esqueceu em colocar nele a decência e o respeito pelos outros  para que a justiça jamais necessitasse de ser chamada.
- Onde você quer chegar? Vai atender ao meu pedido?
- Não! Isso porque você acaba de provar que se você fosse político seria igual aos que você critica agora. 
- Como?
-As suas respostas confirmaram que todo homem é igual em todo lugar do mundo, sendo político ladrão ou um ser comum louco para ganhar um lugar no meio dessa política corruptora. É melhor você voltar logo para a sua pátria e tentar ganhar um lugarzinho nesse mundo defumado.
Imediatamente, o gênio se encolheu e entrou de onde havia saído a lâmpada de Aladim que em segundos desapareceu.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A PONTE

Ainda me lembro muito bem dela.
Costumava ir ao parque onde ela ficava aguardando, a qualquer instante, o momento de suportar os vagões dos trens de passageiros ou de cargas que rasgavam os seus trilhos em cima dela.
Eu me acomodava bem próximo dessa ponte  esperando o trem passar sobre ela,  pensando como estariam os passageiros,  olhando pelas janelas dos vagões onde se encontravam instalados   confortavelmente em suas poltronas.
Naquele instante, eu observava a arquitetura daquela obra ali edificada especialmente para alimentar os sonhos dos passageiros dos trens que navegariam com firmeza na busca de um destino diferente de cada um acreditando que no amanhã um novo deveria começar.
Para quem viaja diariamente em qualquer tipo de trem a vida já está caminhando enquanto que para outros a busca de um destino sonhador era uma expectativa de viver.
Eu continuava sentado e observando a ponte toda feita de ferro, demonstrando uma singular força sustentável para qualquer peso trazido pelos vagões dos trens.
Busquei olhar adiante da ponte e  percebi a existência de um viaduto em curva, com um cumprimento com mais de dois quilometros e que davam a sua continuidade.
Essa ponte tem mais de cinquenta anos de existência e a sua construção foi difícil e, quando da sua inauguração, a população daquele bairro, situado em Long Island, esteve presente e comemorou bastante com a colônia grega festejando com os famosos vinhos vindos da Grécia, acompanhados das azeitonas e dos azeites mundialmente apreciados  especialmente aguardados para a festa do início de vida daquela ponte.
Hoje, bem abaixo dessa obra de ferro e aço, existe um restaurante grego que serve tudo o que se pode imaginar da cozinha grega. Vale a pena conhecê-lo.
E eu ainda estou olhando em direção à ponte. Linda! Majestosa e visível de qualquer canto daquele jardim, às margens do  East  River, por onde navegam barcos comerciais, iates e lanchas que fazem as ondas balançarem  a todo instante, assustando as aves que voam e  flutuam nas águas daquele rio, na busca dos pequenos peixes para matarem a sua fome.
Famílias se instalam nos fins de semana ocupando o gramado extenso daquele jardim, onde assam seus churrascos enquanto as crianças e jovens jogam vários tipos de esportes e jogos. Tudo é admiravelmente bacana e contagioso. Sem contar com o caminhão de sorvetes com filas enormes de crianças servindo todo tipo de gostosos sorvetes. Um domingo nesse parque Astória é gratificante.
Deixo de pensar no trem que irá deslizar sobre aquela ponte  e concentro o meu olhar numa visão bonita onde do outro lado do rio estão os magníficos edifícios de Nova Iorque. Lindo demais! Algo que merece ser visto por quem costumeiramente visita a Apple City e em espacial o bairro Astória.
Volto a me preocupar com a ponte.
Ali ela continua, fria e na espera do trem que virá da Grand Station ou de Boston. Quem sabe?
Ao longe meus ouvidos começam a receber o sinal de que um tremda Amtrak está se aproximando. A medida
que o som aumenta deu para perceber que ele vem de Boston. No final do viaduto vejo a locomotiva e parte de seus vagões.
Era um trem de passageiros.
Fico aflito e atento na espera da passagem daquela composição férrea pela minha ponte.
Eis ela chegando e iniciando a passagem pela ponte.
O maquinista dá um apito de sinal anunciando a travessia da ponte. Surpresa! O maquinista me viu sentado e apreciando a passagem do trem e me dá um apito rápido como querendo me desejar um bom dia. Aceno minhas mãos respondendo ao cumprimento.
Alguns segundos depois o trem já havia passado e a ponte continuava muda, forte e aguardando um novo trem que logo surgirá por ali.
Levantei-me de onde eu havia me sentado e esfreguei meus olhos. Tudo ok.
Caminhei em direção ao meu carro estacionado naquele Parque Astória sorrindo de alegria.